sábado, 12 de novembro de 2011

CATTLEYA  GUTTÁTA

FOTO: Orquidario Iris
 O NOME – de guttata, gota, malha, pinta.
Alusão ás pintas em marrom, castanho e carmesim de suas flores.

ORIGEM – Dispersa por toda a região litorânea do sudeste brasileiro, em pedras ou mesmo na areia de restingas, desde o nível do mar até altitudes elevadas da serra do mar, em arvores mais altas e que permitam a entrada de maior luminosidade.

HÁBITO DA PLANTA – È planta de glande porte, com pseudobulbos longos e cilíndricos de 70 a 130 cm, esverdeados e encimados por duas, até três folhas coriáceas e elípticas com 15 a 30 cm de comprimento.  Apesar de  ocorrer em árvores de encostas, a região litorânea é seu habitat típico. Crescem  até enraizadas na areia, em pedras e dunas, a pequenos arbustos e a outros tipos de vegetações de restinga, quase expostas ao sol e á ação do vento constante e forte nessas áreas.

FLORAÇÃO – segundo os estudiosos a parti de janeiro , não sei porque as minhas insistem em florir  em outubro. As flores de 8 cm de diâmetro (um pouco menores que  as da tigrina ou leopoldii), de espatas simples e geralmente secas, em hastes de mais ou menos 20 cm de altura,
sempre em cachos de 3 até 15 flores que duram perto de 10 dias. Elas possuem muita substância e coloridos do amarelo-esverdeado até verde-amarronsado e com pintas (algumas sem) marrom-avermelhadas sobrepostas. Existem formas (colorações) albina, rósea, lilacina, verde- esbranquiçada, áurea, avermelhada, acobreada, chocolate, amarelada, esverdeada e alaranjada.
O  labelo é tricolor e mais  estreito do que os da tigrina, com suas porções laterais branco- rosadas que cobrem a coluna, e sua área frontal e ápice rugosos, com tonalidade rosa-escura.

SUBSTRATO, VASOS, CULTIVO –  Em vasos de barro e gaiolinhas de madeira. Adapta-se bem a vários substratos, entre eles o xaxim, a casca de peroba e a casca de pinus em pedaços. Também vai bem, plantada em brita ou seixos de rio ou em mix que fiquem bem porosos e drenados. O cultivos em vasos de cerâmica ou cestinhos de madeira e pendurados a mais ou menos 1 metro do telado, se mostra eficiente no cultivo dessa espécie. Assim plantada, tem maior poder de enraizamento.
Como toda catleia  bifoliada, necessita de grande índice de umidade relativa no ar e boa ventilação, porém de maior quantidade de sol, o que a diferencia do recomendado para a maioria delas.

REGAs E UMIDADES – pede entre 60 e 80% de umidade, com excelente ventilação e em especial substrato bem arejado e de secagem rápida.

LUMINOSIDADE – De média a alta, (40 a 48 mil lux ), entre 30 e 50% de sombra, desde que se lhe forneça constante ventilação e umidade.

CLIMA E TEMPERATURA- Em climas quentes ou moderados.

ADUBAÇÃO -  Exigem boa e regular adubação para melhores floradas.

Fonte de informação ABC DO ORQUIDÓFILO

 FOTO: Orquidario Iris

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Exposições em OUTUBRO

41ª Exposição de Orquídeas de Americana.
De 7 a 9 de outubro.
Local : Salão de Festa da Igreja Matriz de Santo Antonio

07/10 (Sexta-feira)-
08:00 hs ás 12:00 hs -Recebimento das Plantas
13:00 hs ás 17:00 hs – Inicio do Julgamento

19:00 hs ás 22:00 hs – Abertura da Exposição

08/10 (Sábado) –
08:00 hs ás 22:00 hs

09/10 (Domingo)-
08:00 hs ás 17:00 hs .

XIX Exposição Nacional de Orquídeas de Santa Cruz das Palmeiras
De 30/09 e 01,02/10
Local: Centro Recreativo Palmeirense – CERP;
Rua: Coronel Penteado n° 534 – Centro

30/09 (sexta-feira)-
08:00 hs às 13:00 hs – Recebimento das plantas
14:00 hs – Início do julgamento
20:00 hs – Abertura Solene
20:00 hs ás 22:00 hs – Visitação pública

Dia 01/10 (sábado)-
09:00 hs ás 22:00 hs – Visitação pública

Dia 02/10 (domingo)-
08:00 hs ás 17:00 hs – Visitação pública
15:00 hs – Entrega dos Prêmios aos Expositores
17:00 hs – Encerramento da Exposição

15ª Exposição Nacional de Orquídeas de Votuporanga
De 14 à 16
Rua Sebastião Lima Braga, com a avenida Joaquim José de Moraes, n° 3010

14/10 (sexta-feira)-
08:00 hs ás 12:00 hs – Recebimento das Plantas
14:00 hs – Início do Julgamento (normas da CAOB)
19:30 hs – Abertura solene com a presença de autoridades e público geral;

15/10 (sábado)-
08:00 hs ás 21:00 hs – Visitação pública
15:00 hs – Palestra sobre cultivo e espécies nativas

16/10 (domingo)-
09:00 hs ás 17:00 hs – Visitação pública
15:00 hs – Entrega de prêmios
17:00 hs - Encerramento


7ª Exposição nacional de orquideas de Bragança Paulista. 
De 14 à 16
Local : Salão da Nipo – Av.Nipo Brasileira,340 – Jd América(instalada entre o Fórum e a Câmara Municipal) Chegada pela Av.Dos Imigrantes,sentido Circuito das Águas.

Dia 14/10-
17:00 hs – Abertura Oficial

15/10-
14:30 hs – Palestra com Dr.Oscar Lara

16/10-
10:30 hs- Palestra com Dr.Ricardo Gioria
Às 15:00 hs – Premiação aos participantes
Às 16:00 hs – Sorteios de Rifas
Às 17:00 hs - Encerramento

sábado, 17 de setembro de 2011

DENDRÓBIUM

O gênero é muito variado e numeroso, apresentando inúmeras diferenças morfológicas e de meio ambiente, variada gama de cores, perfumes e formas em suas florações. Faremos apenas um pequeno estudo sobre as espécies mais cultivadas no Brasil e a respeito de alguns de seus híbridos:

O NOME – Formado de dendro, árvore + bio, = vida sobre árvore, gênero asiático que engloba quase 1500 espécies (n° não muito preciso ) e só perdendo em quantidades de representantes para o gênero Bulbophayllum.

ORIGEM – Das regiões tropicais e subtropicais, ate o sul da Australia.

HÁBITO DA PLANTA – Planta simpodial com crescimento de rizomas em tufos e que produzem brotos novos e raízes a cada ano. Podem ser bulbosos ou de caules do tipo cana, medindo apenas 1 cm ou até 4,5 m em espécies gigantes. Podem ser lisos ou com nós; longos e flexíveis, ou não, pendentes, eretos ou fusiformes. As folhas variam conforme a espécie: desde tamanhos minúsculos a muito grandes; nas suas formas longas, estreitas ou largas; persistente ou decíduas e em grandes variedades de tons de verde. Todas suas espécies são consideradas epífitas, mesmo algumas que crescem em pedras ou, ocasionalmente, no solo.

FLORAÇÃO – flores solitárias ou agrupadas, de 1 a 14 cm e sempre com as sépalas laterais unidas na base e ai formando um pequeno cálcar. A maioria tem flores que duram de 2 a 3 semanas; alguns, apenas poucos dias. Em poucas de suas espécies as flores são solitárias, mas na maioria elas são em cachos. Sem dúvida, as orquídeas mais floríferas entre todas e produzem sempre florações fartas quando mantidas em boas condições de cultivo.


SEUS HIBRIDOS – São incontáveis, principalmente envolvendo a espécie nobile. Por isso são os mais conhecidos, embora já se usa hibridar cada vez mais as suas variadas espécies. Os híbridos comerciais na maioria não são registrados (é comum de se ouvir comentários como: “a produção é muito variada e rápida e não compensa registrar”). Por isso, muitos nomes não passam de meros apelidos ou marcas. Tornaram-se quase os “vira latas” das orquídeas, pelo seu amplo poder de aclimatação no Brasil de fácil e rápida propagação em cultivo. Na ância de colocar o mais rápido possível para a venda, muitos produtores não têm o cuidado de colocar-lhes nomes, tratando apenas como mais uma flor qualquer, de preço módico, vendida em qualquer esquina e até em bancas de revistas e supermercados. Nada contra a popularização, mas sim quanto á falta de identificação, o que acaba por descaracterizar este belo Dendrobium “fácil de cultivar e duro de matar”.

Cattleya amethystoglossa:

O nome - Amethysta + glossa, língua = labelo cor de ametista, violáceo claro.

 Estamos na época da florada desta maravilhosa orquídeas; como não se apaixonar por ela?

Origem _ Brasil, em regiões de cerras litorâneas entre 900 e 1200 m de altitude, próximo á serra do Sincorá, centro sul da Bahia, castigado pela seca intensa durante grande parte do ano, encontra-se até mesmo crescendo sobre rochas. Também na região do Rio Doce em MG e ES.

Hábito da planta - Epífita de árvores altas ou litófila. E muito semelhante ás Catteya bícolor, guttáta e tigrina nos pseudobulbos cilíndricos e alongados de até 150 cm de altura, com 2 a 3 folhas coriáceas. vegeta nas matas de galeria, em árvores altas e claras, quase sempre bem expostas ao sol associadas á água.

FLORAÇÃO Em maio/junho (sudeste brasileiro) e em agosto/ novembro, na Bahia. As flores surgem de espatas simples (secas, quase sempre), em hastes florais de 20 cm, de altura, que emergem do ápice dos pbbs, portando de 5 a 20 flores de 7 a 10 cm, muito perfumadas, com muita texturas e duráveis por várias semanas. Apresentam grande variedade de tons, com pintas, salpicos e máculas púrpuras, nas péts e séps. Rosada e lilás claro são as cores predominantes e ainda possui variedades semi-albas e albas ( mais raras); variedade áurea de flores amarelo-ouro, com ou sem máculas, assim, como algumas de flores cor de rosa e sem o colorido de pintas ou máculas. O labelo, em forma de istmo e sempre na cor de ametista bem vivo com lóbulos laterais recobrindo a coluna.

SUBSTRATO E VASOS – Exige substrato bem arejado e de secagem rápida. Vegeta melhor quando é costurada á borda de um vaso de xaxim, sem nenhum tipo de substrato dentro. Assim, o desenvolvimento é satisfatório e o enraizamento, rápido e eficaz. Pode também ser plantada em xaxim desfibrado ralo ou cubos de xaxim colocados em vasos de barro ou em caixotinhos de madeiras, sempre pendurados no alto, a mais ou menos um metro abaixo da tela de sombreamento.

Clima e temperatura – Dias quentes e noites frias – (mín. 15 e máx. 30ºc).

Luminosidade – Exige um pouco mais de sol do que a mairia das bifoliadas, mas sem exposição direta.

Regas – Água abundante, sem nunca encharcar, mas o substrato não deve ficar seco por dias seguidos. Logo que solte os botões florais, regue pouco. Cuidado com água acumuladas no ápice das folhas, que aí pode causar rápido apodrecimento.

Adubação Exige adubação bastante regular e mista (químico e orgânica).

Fonte: ABC do orquidófilo.






domingo, 14 de agosto de 2011

Pragas e doença: De olho no inimigo

Origem predadora ou doenças fugida, bacteriana ou virótica.

Pragas são: tatuzinhos, vespa, besouro, ácaros, lesmas, caramujos, caracóis, gafanhoto, ratos e outros roedores; gatos, gambás e ate passarinhos.

 As pragas insetos ácaros nematóides e moluscos; entre os mais nocivos são os besouros mordellistema catleyana e o Diorymerellus (lepaguli- mante); o tenlhecoris bicolor, e a vespinha Eurytoma Orlhideanum (isanoma), as formigas e as cochonilhas.
(cochonilhas ou piolho das plantas) Esse ataque atrasa o desenvolvimento da planta; os sintomas são amarelecimento e até o secamento da planta. Um modo de eliminar as cochonilhas e lavar as folhas das orquídeas com água e sabão (detergente neutro).

Os ataques mais devastadores são aqueles que se dão nas axilas foliares e nas folhas dos botões em especial nas Oncidium, miltônias e odontoglossum; fique de olho nestas espécies, pois geralmente os ataques são notadas tarde de mais e as cochonilhas ficam escondidas em grandes colônias nas dobras das axilas foliares onde maiores danos são causados.

Condições que favorece o ataque: as estações muito secas, a umidade muito baixa ou a secura excessiva no vaso favorece o aumento da população desses insetos.

Controle:

O mais importante é inspecionar minuciosamente e regularmente e separar as plantas afetadas para imediata limpeza e tratamento. Não use produtos a base de querosene, pois este queima as folhas botões e ponta das raízes das orquídeas.

Após lavar a aplanta pode aplicar o óleo de nim, sempre abrigando a planta da exposição ao sol; aplicar 5 ml por litro de água, nunca deve ser excedida a dosagem recomendada pelo fabricante.

Formigas pulgões e cochonilhas; são três insetos diretamente ligados, pois formigas alimentam-se das fezes e secreções adocicadas dos pulgões e cochonilhas, acabando por transportá-las de uma planta para outra.  

Pulgões: são insetos pequenos com extraordinária capacidade reprodutiva de coloração variada entre o verde o amarelo claro, ate cinza, preto ou vermelho.

Percevejos: são conhecidos como baratinhas apresentam coloração avermelhada ou laranja e assas azuis metálicos. Eles sugam as folhas deixando imediatas marcas arredondadas e esbranquiçadas ou amareladas conhecidas como stigrromose.

Mordellistema: catleyana besourinho de 2 mm da cor de tijolo que faz a postura na parte superior das folhas perfurando-as. Suas larvas cavam galerias sendo conhecidas como “larvas mineradoras” ou “larvas mineiras”.

Controle com inseticida sistêmico.

Sintomas nas folhas: essas doenças iniciadas por lesões de inchamento de tecidos são chamadas genericamente de podridão parda, ou negra, e podem ter duas origens:

1º as bacterianas, geralmente por bactérias do gênero Erwnia, também chamadas de podridão mole.

2º a classificada como “fungica” é causada por pythium ou phytoplhara e ai, sim conhecida como podridão negra.

A podridão bacteriana produz um liquido na partes afetadas e a negra provoca rápido secamento muitas vezes a planta atacada por podridão negra (fungicida) acaba também desenvolvendo podridões (bacterianas)

Uma facilita a entrada da outra; a podridão negra é grave muitas vezes inicia-se nas junções das folhas derrubando-as ainda verde e levando a planta a morte, outras vezes começa nas raízes e progride para os caules e finalmente para as folhas com muita rapidez.

Fonte: ROCHA, Prof. René; ABC do orquidófilo, de uma, várias ou muitas orquídeas; São Paulo: Ed. Agronômica Ceres, 2008.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Fotos tiradas no meu orquidario

Foto: Glenda Iris

Foto: Glenda Iris

Foto: Glenda Iris

Foto: Glenda Iris

Foto: Glenda Iris

Foto: Glenda Iris

Foto: Glenda Iris

Foto: Glenda Iris